quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lula leva Dilma para visitar Alemanha



Em um momento de lazer a Ministra Dilma Rousseff com seu casaco vermelho.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dilma Jig Saw


Hi! I want play a game.

Depois do sucesso do filme de 'Lula, o filho do Brasil', a Ministra Dilma Rousseff também  quer um filme sobre sua vida. Com todo seu talento artístico, enquanto o filme não sai, ela está cortejando uma participação especial na 7ª edição do filme SAW VII, da série de Jogos Mortais.
Em entrevista especial a este Blog a ministra aceitou tirar uma foto e dar uma prévia de como será sua estréia na grande tela.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Oposição no Senado convoca médium para explicar apagão

Arthur Virgílio inclui na lista de convocados o Cacique Cobra Coral para provocar governo
Josie Jeronimo , do R7 em Brasília

A guerra entre governo e oposição sobre o convite à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para explicar as causas do apagão avançaram até o plano espiritual. Para desmoralizar o requerimento do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), pediu inclusão da médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar a entidade Cacique Cobra Coral (indígena com talentos de modificar o clima, prever e evitar tempestades), na lista dos 20 técnicos e professores de universidades que comparecerão a audiências para falar do blecaute do dia 10 antes de Dilma e do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão. O requerimento verbal foi feito nesta quarta-feira (18) na comissão de Ciência e Tecnologia.

Como a comissão é presidida por um tucano, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o “requerimento-protesto” foi aprovado para desconforto dos parlamentares governistas. Aliados do governo desqualificaram o requerimento afirmando que a convocação não poderia ser feita de forma verbal, mas escrita e empurraram a aprovação para esta tarde. Virgílio, por sua vez, pode apresentar o requerimento ainda hoje. No momento, o senador tucano divide-se entre reunião da Executiva Nacional do partido e votações na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), de acordo com sua assessoria.

A convocação da médium foi a forma que o tucano encontrou para debochar do governo. O presidente Lula afirmou que “somente Deus” poderia livrar o Brasil de um novo apagão.
Cacique Cobra Coral é uma entidade muito conhecida entre os políticos. A Fundação Cacique Cobra Coral já foi “contratada” por diversos governos municipais durante catástrofes climáticas. A referência do tucano à entidade deve-se a declarações do ministro de Minas e Energia que atribuiu o blecaute à ocorrência de raios e forte tempestade. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) rejeitou a hipótese.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PAC só tem 6% das obras em SP já concluídas

Motivo de troca de farpas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) teve apenas 6% de suas ações no Estado concluídas até abril deste ano, um resultado pouco expressivo para as pretensões eleitorais do Palácio do Planalto, informa reportagem de José Alberto Bombig e Fernando Barros de Mello.
Segundo a reportagem, na partilha de eventuais resultados em 2010, a União, pelo menos por enquanto, também está em desvantagem. Dos R$ 8 bilhões em obras que unem Serra e a "mãe do PAC", ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), no Estado, o tucano responde por R$ 4,4 bilhões, contra apenas R$ 1,9 bilhão da União.
Considerando o total do programa em São Paulo (1.063 ações), só 59 foram efetivamente entregues. As áreas nas quais há menos avanços são saneamento e habitação, além de projetos para modernizar o porto de Santos.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dilma Rousseff: 'Só haverá apagão se o governo não exercesse seu papel de governo'

As tentativas dos ministros do governo Lula de tentar esconder os fatos e calar a nação sobre as causas e conseqüências do apagão chegaram ao ponto de, aparentemente, irritar um especialista no assunto, o próprio Presidente da República que esta semana tentou negar até o mensalão.
Lula, dizem os noticiários desta sexta-feira, acredita que seus ministros e auxiliares técnicos estão passando dos limites. "Nós estamos na fase do achismo", admitiu o Presidente, para acrescentar: "É preciso ter um processo de investigação para descobrir o que houve".  
Demonstrando a esperteza de sempre para nunca entrar em dividida ou navegar em ventos descendentes, Lula resolveu dar um "caladão" na sua turma.
Ao tentar proclamar ao Brasil, na quinta-feira (12), que a necessidade de esclarecimentos em torno do apagão "está encerrada", a ministra do maior apagão da história do Brasil, Dilma Rousseff, voltou a exercer a face arrogante, autoritária e subperonista do governo petista – como bem alertou em artigo recente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O que a ex-ministra toda poderosa de Minas e Energia tentou impor a mais de 60 milhões de brasileiros que passaram o maior sufoco é que o governo petista não se sente obrigado a dar explicações sobre um apagão que provocou pânico, mortes em hospitais, ameaçou a vida de bebês em UTIs, interrompeu a produção industrial, provocou o caos no trânsito e nos transportes públicos e até arrastões em São Paulo e Rio.
Se a ministra-candidata tivesse compromisso com a verdade, o governo petista, admitiria que o governo dos trabalhadores deixou de investir R$ 20 bilhões em infraestrutura só nos últimos 5 anos, como informou, nesta sexta-feira, "O Estado de S. Paulo".
Entre 2004 e 2008, o orçamento do governo petista previu R$ 72 bilhões para os Ministérios de Minas e Energia, Transportes, Comunicações, Integração Nacional e Cidade. Desse total foram empenhados R$ 52 bilhões. Os restantes R$ 20 bilhões ficaram nos cofres do Tesouro, por falta de competência operacional e administrativa para serem investidos. Os dados são do Siafi.
Outro dado revelador da inoperância do governo petista na área de infraestrutura, exatamente os setores que seriam a força do Programa de Aceleração do Crescimento, foi levantado pela ONG Contas Abertas e mostra que a Eletrobrás investiu, até agosto deste ano, R$ 2,8 bilhões, ou apenas 38% dos R$ 7,2 bilhões previstos.

Dilma Rousseff ficaria mais próxima da verdade se também admitisse que, em junho deste ano, dezenas de projetos de usinas hidrelétricas, num total de 19,5 mil MW de geração – quase 20% da capacidade instalada no país – estavam atrasados, segundo admite a Aneel, a agência de regulação comandada pela própria ministra.
Como a história das nações não perdoa a arrogância e a presunção, a ministra deveria se lembrar de uma de suas arengas. Em outubro de 2004, ela comentou o relatório anual da Agência Internacional de Energia e considerou precipitadas as avaliações de um risco de racionamento de energia: "Só haveria apagão se o governo não exercesse seu papel de governo."
Mas, aí chegou a noite de terça-feira, 10 de novembro de 2009, quando as luzes apagaram em 18 Estados do Brasil...

62 'apagões' no país e Dilma não sabia

O apagão de 10/11 ajudou a desnudar as inúmeras falhas de infraestrutura e a má gestão do modelo urdido por Dilma Rousseff para o setor elétrico brasileiro. Não faltaram alertas quanto às fragilidades e às insuficientes manutenção e fiscalização de usinas, redes e subestações. Apagões monstro como o da semana passada são inéditos na história, mas só neste ano ocorreram 62 blecautes com mais de uma hora de duração no país. A expansão da oferta já é uma incógnita no curto prazo, e pode constranger a retomada do crescimento econômico.


Segundo o Inpe, 70% dos blecautes são causados por descargas elétricas; prejuízo anual com corte de energia é de R$ 600 milhões
Desligamentos causaram cortes superiores a 100 MW, que equivalem ao consumo médio de um município com 400 mil habitantes
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), responsável por controlar a operação e a transmissão de energia elétrica do SIN (Sistema Interligado Nacional), registrou neste ano um aumento de 29% no número de apagões de grandes proporções em relação a 2008.
Especialistas ouvidos pela Folha atribuem o aumento a condições climáticas, queimadas, desmatamento e falhas em equipamentos de transmissão, causadas por erros de planejamento ou falta de manutenção.
Na última terça-feira, o blecaute mais abrangente na história do país deixou no escuro 70 milhões de pessoas em 18 Estados e no Distrito Federal.
Segundo levantamento feito pela reportagem com base em boletins do ONS, foram registrados neste ano 62 desligamentos significativos, ou seja, com cortes superiores a 100 MW (que equivalem ao consumo médio de uma cidade com 400 mil habitantes).O valor é a referência máxima adotada pelo órgão.
Também constam nos relatórios dois desligamentos envolvendo linhas de transmissão de Itaipu, que, segundo o ONS, não geraram consequências aos consumidores.
O número desse tipo de ocorrência estava em queda nos últimos quatro anos, passando de 74 em 2005 para 48 em 2008. Empresas atribuem a redução nesse período a investimentos em melhorias da transmissão da energia. O aumento neste ano, dizem, é motivado por condições climáticas.
A maioria das ocorrências está ligada às empresas Eletronorte, Furnas e Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). Os desligamentos levantados correspondem apenas às transmissoras de energia elétrica que participam do SIN, rede que liga todos os Estados (exceto RR, AM e AP).

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Segundo Lina Vieira, Dilma Rousseff quis interceder por Sarney

Em matéria da Folha de S. Paulo de hoje, a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira afirma que, em um encontro a sós no final do ano passado, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, “pediu a ela que a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fosse concluída rapidamente”.
A ex-secretária revelou aos repórteres Leonardo Souza e Andreza Matais detalhes de como foi a reunião com “a ministra e pré-candidata à Presidência da República”. Lina Vieira afirmou ao jornal não ter atendido ao pedido da ministra.
A ex-secretária foi demitida em julho desse ano após multar grandes empresas e descobrir possíveis irregularidades tributárias na Petrobras. Fica a dúvida se a ministra queria que a investigação nas empresas da família Sarney fosse concluída ou arquivada.
Desde a instalação da comissão, o senador José Agripino tem reiterado a necessidade de se chamar Lina Vieira para depor da CPI da Petrobrás. “Se o governo adota uma posição como essa, de demitir a secretária por uma atitude correta que ela tomou, está claro que é necessária uma investigação”, disse Agripino um dia após a exoneração da ex-secretária.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u607156.shtml

As confusas explicações da ministra Dilma

Dilma Rousseff parece ter especial vocação para se deixar envolver em situações esquisitas. Vive cercada de histórias mal contadas, versões retocadas, relatos conflitantes.
No início de 2008, ministros do governo Lula foram apanhados pagando despesas privadas com dinheiro público, através de cartões corporativos. Episódio que ficou conhecido como o “escândalo da tapioca”.
Em 16 de fevereiro daquele ano, jantando com 30 industriais, a ministra Dilma afirmou que “o governo não vai apanhar calado”. E revelou que as contas do governo anterior sofreriam uma devassa.
Dias depois começou a circular o famoso dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.
Confrontada com os fatos, Dilma afirmou que se tratava de um banco de dados para organizar as despesas com cartão corporativo, a fim de responder à CPI dos Cartões – que sequer tinha sido instalada.
Mesmo depois da publicação do dossiê, restando provado que tinha sido fabricado na Casa Civil, Dilma continuou jurando de pés juntos que se tratava de um banco de dados.
Ninguém acreditou, mas ela continuou insistindo no conto de fadas.
O segundo episódio que confrontou Dilma Rousseff com a realidade aconteceu recentemente. Foi o caso do currículo falsificado.
Descobriu-se que, na Plataforma Lattes do CNPq, que abriga currículos de professores universitários e pesquisadores de pós-graduação, o currículo de Dilma Rousseff registrava um mestrado e um doutorado em economia. Até o título da tese de mestrado estava lá.
Este currículo estava também estampado nas páginas do Ministério das Minas e Energia e da Casa Civil.
Era falso. Dilma Rousseff não concluiu o mestrado, não defendeu tese. Não concluiu o doutorado. Não defendeu tese.
Confrontada com a realidade, ela reagiu dizendo que não sabia quem tinha invadido a Plataforma Lattes e as páginas do governo para escrever mentiras no seu currículo.
Para inscrever o currículo na Plataforma Lattes é necessário uma senha individual. Tudo bem, um hacker poderia ter invadido as páginas. Invadem até o site do Pentágono!
Mas a ministra Dilma Rousseff compareceu duas vezes ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2004 e em 2006. O vídeo dos dois programas circula na internet.
Para os que não estão familiarizados com o programa, no início o âncora lê o currículo do convidado. Nos dois o jornalista Paulo Markun lê o currículo falso de Dilma Rousseff.
E ela ouve sem mover um músculo. Impassível. Nem pisca.
Depois de apanhada, mandou retirar das páginas do governo as menções a um mestrado e um doutorado. Falsos.
Mas continua a sustentar a versão de que alguém invadiu as páginas e falsificou seu currículo.
Finalmente – será mesmo que acabou? – Dilma envolveu-se em mais uma confusão de versões desencontradas.
A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, cuja demissão nunca foi bem explicada, afirmou que foi chamada para uma conversa com a ministra-chefe da Casa Civil. No encontro a ministra lhe pediu que “acelerasse” as investigações sobre a família Sarney.
(Deixemos de lado a estranheza de uma chefe da Casa Civil chamar para uma reunião uma subordinada de outro ministro, sem que seu chefe esteja presente.)
A ex-secretária Lina Vieira entendeu que era para encerrar as investigações. Um processo desses é longo, e acelerar pode muito bem significar “acabar rapidinho”.
Dilma poderia dizer que tinha encontrado a ex-secretária, mas que tinham conversado sobre outros assuntos. Poderia dizer que tinha sido um encontro informal, por isso não estava na agenda de nenhuma das duas.
Isto é comum entre autoridades. Semana passada mesmo, o presidente Lula recebeu, fora da agenda, o senador Fernando Collor.
Mas não, Dilma Rousseff reagiu como Dilma Rousseff: autoritária, peremptória, categórica. Segundo ela, jamais teve uma conversa individual com a ex-secretária da Receita.
Mas Lina Vieira confirmou o encontro, em entrevista ao Jornal Nacional. E citou como testemunhas o motorista da Receita, sua chefe-de-gabinete e, mais importante, a principal assessora de Dilma Rousseff, Erenice Alves Guerra – aliás, envolvida também na elaboração do dossiê com as despesas de Fernando Henrique e Ruth Cardoso.
Diante disso, das duas uma. Ou bem Lina Vieira está mentindo, e Dilma Rousseff está moralmente obrigada a processá-la por danos morais.
Ou bem Lina Vieira está falando a verdade. E neste caso, Dilma Rousseff cometeu crime de prevaricação, quando um agente público toma conhecimento de um ilícito, ou propõe um ilícito e não tenta coibi-lo, para tirar proveito próprio.
E qual seria o proveito próprio? O apoio do PMDB à sua candidatura em 2010.
O agravante no caso da ministra Dilma é que, se Lina Vieira estiver dizendo a verdade, trata-se de interferência direta da ministra numa investigação muito séria, que envolve a Receita Federal e a Polícia Federal.
Dilma Rousseff ambiciona a presidência da República. Tem todo o direito.
Mas tem também o dever de dizer a verdade, esclarecer os fatos, para não entrar numa campanha que é tradicionalmente muito dura -- mas o prêmio é alto -- como alguém que tem relações cerimoniosas com a verdade.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/08/11/as-confusas-explicacoes-da-ministra-dilma-213297.asp

A ficha criminal de Estela



Correio Braziliense: A senhora vai vencer esse inimigo? A divulgação de uma ficha policial de autenticidade não comprovada,listando ações criminosas que teriam sido praticadas pela senhora,a incomodou?

Dilma Rousseff: Bastante, porque aquela ficha é falsa. E eu fiz esse esclarecimento para o diretor da sucursal aqui de Brasília do jornal (Folha de S.Paulo). Ele me garantiu que a ficha estava no Dops. Pedi para ele me mandar uma cópia, ele não me mandou. Entrei em contato com o Dops de São Paulo, e eles me disseram que não só não havia aquela ficha como não havia outra similar. E que numa observação muito superficial achavam que ela era falsa porque era só olhar no photoshop. Posteriormente, perguntei por que eles botaram na frente que era do Dops e depois, debaixo da ficha, botaram: ficha da ministra Dilma com crimes que ela não cometeu. Se sabiam que eu não cometi, por que publicaram? Eu reiterava para eles que eu não tinha sido interrogada, denunciada nem condenada em todo período. E também deixei claro para eles que aquela era uma ficha que tinha sido postada no Ternuma e no Coturno Noturno (sites associados a militares). Teve um período que eles me disseram que o repórter estava fazendo investigações no arquivo, porque estava lá a ficha. Eu dizia: ‘Olha, vou explicar para vocês uma coisa simples.Quando eu fui presa, fomos derrotados, vocês sabem que eles desmantelaram as organizações políticas no Brasil. Quando você é derrotado, ninguém faz ficha falsa. Sabe o que eles fazem? Te prendem, interrogam, torturam, indiciam e te dão pena para você não sair da cadeia’. Essa brincadeirinha de ficha falsa não é de vencedor, é de derrotado, derrotado pelo regime de democratização. Eu não tenho como entender como um jornal é capaz disso.

SÓ QUE RECEBI ESTA NOTÍCIA, POR EMAIL (obrigado Pedro Paulo) E QUE DESMENTIRIA A VERSÃO DA CANDIDATA (?) DILMA:
Circula, na Internet, o email abaixo, negando a autenticidade da ficha da guerrilheira Dilma Rousset, alegando que a prova da falsidade se confirma porque aquela ficha teria sido preenchida por uma máquina de escrever elétrica e, em 1970, não existiam máquinas elétricas no país. No Site da IBM se pode verificar, contudo, que esta informação não procede, pois desde 1966 já existiam estas máquina elétrica de escrever, no Brasil, conforme registrado no fim deste email. Dilma e o mistério da máquina elétrica Para a Ministra-Chefe da Casa Civil, ainda não terminou o factóide da Folha, sobre sua suposta participação no suposto plano de sequestro do Ministro Delfim Netto. A resposta do jornal - dizendo que não poderia assegurar nem a veracidade nem a falsidade da ficha - deixou a bola quicando na área para a Ministra. No semi-desmentido sobre a ficha, a Folha fala em uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada - bem como não pode ser descartada. Não é verdade. A Folha sabia que a ficha era falsa. Se não sabia quando soltou a matéria, certamente foi informada quando escreveu o semidesmentido, pelo responsável pelos arquivos do DOPS, da mesma maneira que ele próprio explicou para Dilma, quando ela o procurou. A tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não têm diferenças entre si - diferente do que acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever comuns. Logo, só poderia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. Em 1970 não existia nem um, nem outro. Logo, não poderia haver nenhuma dúvida sobre a falsificação da ficha. CONTUDO: Em 1970 já se vendia máquinas de escrever elétricas no Brasil

Extraído do site da IBM Brasil: No ano de 1966, a IBM do Brasil assinou com o IBRA o maior contrato de serviços de dados na história da IBM. Na mesma época, foi lançado no mercado brasileiro a máquina de escrever elétrica, IBM 72, sendo assinados os primeiros contratos para os sistemas IBM 1130 e IBM S/360.

Veja, ainda, gentil leitor, como os blogs estão sendo importantes para a defesa da democracia e das liberdades individuais. A ministra não só "soube" que um site ou blog teria supostamente espalhado a notícia, como ainda por cima sabia o nome...Alguém da equipe dela, então, lê atentamente o que se diz na blogosfera.

Fonte: http://blogdodavidbor.blogspot.com/2009/05/do-blog-coturno-noturno-extrai-o.html

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Papo estranho entre Dilma e Agripino

Dossiê Dilma

No dia seguinte à posse de Dilma Rousseff como ministra-chefe da Casa Civil, em 21 de junho de 2005, o Departamento de Estado americano recebeu um documento de quatro páginas enviado pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo. Embora tenha sido desclassificado, o dossiê Dilma Rousseff foi carimbado como "sensível".

O material traça um perfil completo da ministra, de seu passado de guerrilheira sob o regime militar, quando foi presa e torturada, até o presente de técnica prestigiada, tida como durona e workaholic. Citando um certo "conselheiro sênior", o relatório sustenta que a ministra, às vezes, não respeita hierarquia.

O material não se atém somente ao perfil profissional: detalhes como o gosto musical e a recente dieta adotada por Dilma são citados no documento. É revelado, inclusive, que a dieta da ministra é a mesma que fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perder peso.

O texto informa que o primeiro marido de Dilma, Claudio Linhares, seqüestrou um avião e vive em Cuba, e que a ministra está separada do segundo (Carlos Araújo, advogado e igualmente ex-guerrilheiro). Até mesmo a advogada Paula Rousseff Araújo, filha de Dilma e Araújo, é citada: "Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde passa os finais de semana".


Íntegra:


REF: BRASILIA 1631

1. (SBU) SUMMARY. No dia 21 de junho, o presidente brasileiro Lula da Silva nomeou a Ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, como sua nova Ministra da Casa Civil, ocupando o lugar de José Dirceu, que pediu demissão semana passada em meio a um crescente escândalo de corrupção.

Rousseff foi uma militante de oposição, foi aprisionada e torturada pelo regime militar brasileiro. Ela recebeu formação em economia e passou vários anos em posições de comando em municípios e no estado do Rio Grande do Sul. Rousseff entrou para o PT em 2001 e trabalhou no processo de transição de governo em 2002.

Ela é uma gestora durona e exigente que vai perseguir a qualificação da implementação de políticas administrativas. Ela está menos para o político de holofote como Dirceu, de ringue político, por ser mais focada em atacar a "burocracia" .

2. (SBU) No dia 21 de Julho, o presidente Lula nomeou Dilma Rousseff, 57, como sua nova Ministra Chefe da Casa Civil. Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora semana passada por causa de um escândalo de corrupção. Dirceu estava envolvido profundamente nas estratégias políticas da administração, mas Rousseff anunciou na sua cerimônia de posse que tem a intenção de se focar mais em colocar em andamento a agenda política administrativa.

Ela ressaltou que, contrariamente ao que estava sendo divulgado pela imprensa, isso não quer dizer que ela seja apenas uma tecnocrata. "Esse não é um cargo técnico, mas sim político. Político no melhor sentido da palavra. Eu não sou mais uma executora (do Ministério de Minas e Energia), mas uma facilitadora dos projetos dos meus colegas de gabinete".

3. (SBU) Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947 no Estado de Minas Gerais. Seu pai era um promotor búlgaro, que se naturalizou e tinha cidadania brasileira. Ela se tornou ativamente envolvida com a oposição ao regime da Ditadura Militar em 1967, aos 19 anos, enquanto cursava Economia em Minas Gerais.

Entrou para vários grupos clandestinos, organizou três assaltos a banco e então foi co-fundadora do grupo de guerrilha chamado Vanguarda Revolucionária Armada de Palmares. Em 1969 ela planejou um assalto lendário conhecido como "Theft of Adhemar's Safe", "o roubo do cofre de Adhemar".

A operação arrombou o apartamento carioca da amante do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, recolhendo US$ 2,5 milhões que Ademar guardava no local. Rousseff se separou do primeiro marido, Cláudio Linhares, que em janeiro de 1970 seqüestrou um avião para Cuba e permaneceu lá.

Naquele mesmo mês, ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos), incluindo 22 dias de brutal tortura de eletrochoque.

4. (SUB) Libertada no final de 1973, Rousseff mudou-se para o Estado do Rio Grande do Sul. Quando seus direitos foram restaurados pela anistia geral de 1979, ela entrou para o PDT, partido do líder de esquerda Leonel Brizola. Ela serviu em diversos cargos em posições municipais e estaduais: Presidente da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (1991-1993); Secretária de Energia, Minas e Comunicações (1993-1994).

Ela depois assumiu como Secretária Estadual de Minas pelo governo do partido trabalhador de Olívio Dutra (1999-2002) e mudou para o PT em 2001. Ela foi um membro chave no time de transição do governo Lula em 2003, e então Lula a nomeou Ministra de Minas e Energia alguns dias depois.

5. (SUB) Rousseff tem grau de Mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas e um Doutorado não concluído em Economia. Em 1992, ela participou como visitante de um programa internacional nos EUA. Ela está atualmente separada do seu segundo marido (que também era um militante da oposição). Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde ela passa os finais de semana. Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente ela perdeu peso,depois de, alega-se, adotar a dieta do presidente.

6. (SBU) Com seu background técnico e um estilo no-nonsense, Rousseff recebeu respeito relutante do setor da Energia. Enquanto as Cias Norte-americanas estavam inicialmente desconfiadas quando ela foi designada para o cargo da Energia, agora admitem que ela fez um trabalho competente. Em particular eles a saúdam por sua disposição em ouvir e responder posições e idéias, mesmo quando está inclinada a uma conclusão diferente.

Ela tem a uma reputação de negociadora dura, ser persistente e de prestar muita atenção aos detalhes. Adjetivos usados aqui por aqueles que trabalham com ela incluem exigente e workaholic. Seu maior feito como Ministra foi o desenvolvimento do novo modelo de setor elétrico brasileiro, que busca reduzir preço ao consumidor, através de contratos mais longos para fornecimento entre Geradoras e Distribuidores.

Outro programa desenvolvido durante seu comando incluem o "Luz para Todos" e o foco no desenvolvimento do Biodiesel. Diferente de José Dirceu, Rousseff nunca foi eleita para cargo público e seus contatos com o Congresso são limitados, o que sugere que a coordenação política da administração será tarefa de outros. A imprensa diz que Lula espera que ela produza um "choque de gestão" na administração, a qual, por causa da ineficiência administrativa, entraves burocráticos e, mais recentemente, pelos muitos escândalos de corrupção, encontra-se estagnada.

7. (SUB) Alguns no Congresso reclamam que Rousseff não entende de política partidária. Em abril, o Senado rejeitou sua nomeação para a Agência Nacional de Combustíveis em retaliação pela oposição dela a nomeação de um aliado do partido PMDB para uma subsidiária da Eletrobrás, Companhia Estatal de Eletricidade. (Rousseff optou por dar a posição para Adhemar Palocci, irmão do Ministro Antônio Palocci).

Seu conselheiro Sênior nos disse que ela, às vezes,não leva em consideração hierarquia preferindo chamar diretamente servidores técnicos, passando por cima de seus supervisores.

"Apagão no país? Nem morta."

29 de outubro de 2009...

Dilma Rousseff disse que o Brasil estava a salvo de um novo apagão elétrico, como o que aconteceu em 2001.
A declaração da ministra foi dada durante o programa "Bom dia, Ministro" do dia 29 de outubro.
Dilma disse que os investimentos em estrutura, como a entrega de sete novas hidrelétricas e a construção em andamento de outras sete usinas, geram a certeza de que o Brasil está a salvo de um novo apagão. Os investimentos no setor de energia atingem R$ 54,5 bilhões.
“Nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão. É que nós hoje voltamos a fazer planejamento. Então, nós olhamos, qual é a necessidade que o Brasil tem de energia nos próximos cinco anos? Nós ao olharmos isso, providenciamos as usinas que são necessárias para o Brasil. Se crescer a quatro, se crescer a cinco, se crescer a seis por cento ao ano tenha essas usinas disponibilizadas, é assim que funciona”, disse.

A ministra respondia a uma pergunta sobre se os investimentos em usinas do governo Lula seriam o fim do risco de um novo apagão como o ocorrido em 2001, com racionamento de energia.


...10 de novembro de 2009

Na noite de terça-feira (10/11/2009), houve novo apagão no país, que atingiu em diferentes proporções ao menos dez estados. Índicios apontam para falha na transmissão entre o Paraná e São Paulo, segundo a usina de Itaipu.
O G1 entrou em contato com a Casa Civil na manhã desta quarta-feira (11), e foi informado de que a ministra não ia se pronunciar sobre o assunto, já que o caso desta terça diz respeito ao Ministério de Minas e Energia.

Origem do Problema

 
Em entrevista coletiva nesta manhã, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o apagão deixou dez estados brasileiros no escuro. Ele disse que ocorreram problemas em três linhas de transmissão, que recebem energia vinda da usina hidrelétrica de Itaipu (PR).
Segundo o secretário, as panes ocorreram em duas linhas que ligam a cidade de Ivaiporã, no centro do Paraná, a Itaberá, no sul de São Paulo. E outra, em uma estação que liga Itaberá a Tijuco Preto (SP).
A energia, de acordo com Zimmermann, foi restabelecida quatro horas depois do começo do blecaute, que teve início às 22h14 de terça-feira (10). “Não há danificação de equipamentos. Houve uma frente [fria] muito forte, com ventos e chuvas muito fortes, concentradas em Itaberá”, explicou. A cidade recebe circuitos da usina hidrelétrica de Itaipu e redistribui energia para outras regiões.
Zimmermman destacou, porém, que as causas do apagão ainda não foram exatamente definidas.

"Nem Deus afunda o Titanic"

Dilma traiu seu amigo de milícia


Dilma traiu seu amigo de milícia

Dilma tinha encontros regulares com Natael Custódio Barbosa, que participara das greves operárias de l968 em Osasco. “Dilma era uma companheira muito séria e dedicada, que acreditava no que estava fazendo.” disse-me Barbosa na sua casa, em Londrina, onde é caminhoneiro e vive com a mulher e três filhos. (pág. 28)

No final de janeiro de l970, Barbosa foi ao encontro que haviam marcado, às cinco da tarde, na movimentada rua 12 de Outubro, na Lapa. Ele vinha numa calçada, do lado oposto e em sentido contrário ao que ela deveria vir. Quando a viu, de braços cruzados, atravessou a rua, passou por ela sem dizer nada, andou uns vinte passos e, sem desconfiar de nada, voltou. “Voltei, encostei do lado dela e perguntei se estava tudo bem”, contou Barbosa, emocionadíssimo.” Ela fez cara de desespero e eles caíram imediatamente em cima de mim já me batendo, dando coronhadas e me levando para o camburão, e depois pra o Oban.” ***

E prosseguiu: “Nunca mais a vi. Ela me entregou porque foi muito torturada, e eu entendo isso. Acho que me escolheu porque eu era da base operária, não conhecia liderança nenhuma da organização e não tinha como aumentar o prejuízo. (pág. 28)

Em maio do ano passado, ao se defender por ter preparado um dossiê que vasculhava os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a Ministra Dilma Rousseff disse: “Me orgulho de ter mentido porque salvei companheiros da mesma tortura e da morte.” Pois o caso de Natael Barbosa desmente sua oratória junto aos políticos que a aplaudiram na ocasião.

Interessante:

- José Olavo Leite Ribeiro atuava na liderança do VAR-Palmares. Esteve preso. Hoje é professor universitário e mora nos Jardins em São Paulo, um bairro de elite.

- Natael Barbosa, traído por Dilma Rousseff, fazia parte apenas da base operária do VAR-Palmares. Também esteve preso, e hoje é caminhoneiro.

E aquela fortuna? Em que bolso foi “investida”?

A Revista Piauí, com esta entrevista, está nas bancas à disposição de quem quiser ter acesso à reportagem na íntegra.



A Plástica de Dilma para virar a Dilminha.

Instalação de um regime comunista de inspiração soviética no Brasil?


A Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) foi uma organização política armada brasileira de esquerda que combateu o regime militar de 1964. Surgiu em julho de 1969, como resultado da fusão do Comando de Libertação Nacional (Colina) com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) de Carlos Lamarca.

A VAR-Palmares tinha como objetivo a instalação de um regime comunista de inspiração soviética no Brasil. Em declaração ao jornalista Elio Gaspari, Daniel Aarão Reis Filho, ex-militante do MR-8, professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense e autor de Ditadura Militar, Esquerda e Sociedade, disse:
Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática.

A organização realizou a maior de todas as ações de guerrilha urbana voltadas para a obtenção de fundos no Brasil: a expropriação do mítico "cofre do Adhemar", contendo pouco mais de 2,8 milhões de dólares, em espécie, o equivalente a 16,2 milhões de dólares de 2007. Esse cofre encontrava-se na residência de Anna Gimel Benchimol Capriglione, secretária e amante do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros – conhecido popularmente pelo bordão "rouba, mas faz". Supunha-se que o dinheiro mantido no cofre seria portanto, produto da corrupção do ex-governador. Carlos Minc foi um dos integrantes da organização que participou do roubo.
Conforme Maurício Lopes Lima, um integrante de buscas da Oban (Operação Bandeirante), estrutura que integrava o serviço de inteligência das Forças Armadas (e onde teriam sido realizados atos de tortura), Dilma era a grande líder da organização clandestina.

Já em setembro de 1969, um de seus grupos dissidentes reconstitui a VPR e outra fracção cria a DVP, mais tarde rebatizada como Grupo Unidade.

A VAR-Palmares teria também planejado em 1969 o sequestro de Delfim Neto, símbolo do milagre econômico e à época o civil mais poderoso do governo federal. O suposto sequestro, que deveria ocorrer em dezembro daquele ano, já havia sido referido no livro "Os Carbonários", de autoria de Alfredo Sirkis, em 1981. Antonio Roberto Espinosa, ex-comandante da Vanguarda Popular Revolucionária e da VAR-Palmares, reconheceu que coordenou o plano, que era de conhecimento de cinco membros da cúpula da organização, e que Dilma seria uma dessas integrantes da cúpula. O sequestro não teria chegado a ser realizado porque os membros do grupo começaram a ser capturados semanas antes. Dilma nega peremptoriamente que tivesse conhecimento do plano e duvida que alguém realmente se lembre, declarando que Espinosa fantasiou sobre o assunto.

Desmantelada a partir de 1971 devido à forte repressão dos militares, a VAR-Palmares teve duas de suas principais lideranças presas e assassinadas pelo regime: Carlos Alberto Soares de Freitas, um dos fundadores do Comando de Libertação Nacional (Colina), e Mariano Joaquim da Silva, o Loyola, veterano das Ligas Camponesas, "desaparecido" nos cárceres clandestinos do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) no Rio de Janeiro.

Nenhum dos assaltantes foi condenado pelo suposto roubo dos dólares.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dilma e suas atividades terroristas

A Verdade Sufocada - 21/04/2009

Dilma Roussef e as organizações terrorista nas quais militou-1ª Parte

Produzido pela editoria do site www.averdadesufocada.com - Autorizada a divulgação desde que mantido o texto na íntegra e o nome do site.

"Dilma questiona autenticidade de ficha sobre sua prisão pelo regime militar

PAULO PEIXOTO da Agência Folha, em Belo Horizonte

Texto completo

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) questionou a autenticidade de um dos documentos referentes à sua prisão pelo regime militar publicado, com outros quatro, em reportagem da Folha no dia 5. Segundo a ministra, a ficha em que ela aparece qualificada como "terrorista/assaltante de bancos" e da qual consta o carimbo "capturado" sobre a sua foto é uma "manipulação recente". Dilma disse que o documento não consta dos arquivos em que ela mandou pesquisar. "A ficha é falsa, é uma montagem. (...) Estou, atualmente, numa discussão, tentando ver com a Folha de S.Paulo de onde eles tiraram aquela ficha, porque até agora ela não está em nenhum dos arquivos que pelo menos nós olhamos. Então, ela não é produto nem daquela época, ela é produto recente, manipulado, de órgãos ou de interesses escusos daqueles que praticaram esses atos no passado", disse a ministra em entrevista à radio Itatiaia, de Belo Horizonte.

Ex-integrante do movimento VAR-Palmares, adepto da luta armada contra a ditadura, Dilma negou participação em ações criminosas realizadas em São Paulo e atribuídas a ela na ficha. "Eu nunca militei em São Paulo nesse período que eles relatam na ficha. Eu morava em Minas. Tem datas aí [na ficha], de 1968, que eu não só morava aí [em BH] como estudava na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Tinha endereço certo e sabido."

Na sua reportagem, a Folha informava, na legenda sob a reprodução do documento, que a ministra não havia cometido crimes a ela imputados. Dilma disse ainda que, embora tenha ficado presa por seis anos, "infelizmente ou felizmente", nunca foi julgada por participação em ações armadas. "Nunca fui julgada por nenhuma ação armada ou por um assalto a banco, porque as minhas circunstâncias foram essas, não os cometi." (...)

(...)Dilma completou: "Muitas vezes as pessoas eram perseguidas e mortas... E presas por crime de opinião e de organização, não necessariamente por ações armadas. O meu caso não é de ação armada. O meu caso foi de crime de organização e de opinião, que é, vamos dizer assim, a excrescência das excrescências da ditadura".

Nota da Redação - Tão logo a ministra colocou em dúvida a autenticidade de uma das reproduções publicadas, a Folha escalou repórteres para esclarecer o caso e publicará o resultado dessa apuração numa próxima edição.

Comentário do site:

Diante dessa polêmica o site www.averdadesufocada.com resolveu publicar uma série de matérias sobre as organizações subversivo-terroristas em que em que a ministra Dilma Rousseff militou de forma bastante ativa - a POLOP, o COLINA , a VPR e a VAR-Palmares. Quanto a veracidade da ficha em questão, deixamos aos nossos leitores dados para que façam uma avaliação a respeito da responsabilidade da militante Dilma Rousseff ao aderir âs organizações que praticaram assaltos, assassinatos, sequestros, "justiçamentos", atentados a bombas, sabotagens e outros crimes. Como os leitores do site podem observar as pessoas dessas organizações não eram presas por crime de opinião. Algumas, mesmo não participando dos atos propriamente ditos, eram presas por crime de apoio logístico, planejamento e organização das ações armadas.

Leia nesse site o artigo "Operação Limpeza de Arquivo" na sessão Vale a pena ler de novo



Dilma Rousseff e sua turma

A Política Operária – POLOP

A primeira organização que encantou a adolescente Dilma Rousseff foi a POLOP.

A Política Operária - POLOP-, que teve origem no Partido Socialista Brasileiro, foi fundada em 1961, e já agia muito antes da Contra-Revolução de 1964. Em 12 de março de 1963, apoiou e orientou a subversão dos sargentos em Brasília - 600 militares , entre cabos, sargentos e suboficiais da Marinha e Aeronáutica, apoiados pelo dirigente da POLOP Juarez Guimarães de Brito, que se deslocou do Rio de Janeiro para Brasília, se rebelaram e ocuparam a cidade. Dominada a rebelião duas pessoas estavam mortas;o soldado Divino Dias dos Santos e o motorista civil Francisco Moraes. Ainda nessa época, a POPLOP concitou o PCB, através de uma "Carta Aberta", a romper com o reformismo e com o governo de João Goulart.

Logo após, a POLOP passou por uma fase de muita polêmica quanto às linhas de ação a serem seguidas para decidir o melhor método para implantação do comunismo no Brasil. Uma ala defendia a formação de uma Assembléia Nacional Constituinte e outra dava prioridade à luta armada .

Em 1965, com 17 anos, Dilma entrou para Escola Estadual Central, um centro de agitação do movimento estudantil secundarista, e começou sua doutrinação. Dois anos depois militava na Política Operária - POLOP-, influenciada, entre outros movimentos, pelo livro que incendiou o mundo - Revolução na Revolução - de Régis Debray, que difundia a teoria do foquismo" - a guerrilha de pequenos grupos - os focos -, para expropriar e terminar com a burguesia. Dilma, aos 20 anos, inclinou-se para a luta armada e juntou-se ao grupo que optou pela violência.

Em abril de 1968, os militantes da POLOP de Minas Gerais e da Guanabara, e do Movimento Nacional Revolucionário - MNR - de Brizola se reuniram e entabularam negociações para a criação de uma nova organização político militar. Ao mesmo tempo, o pessoal da POLOP/GB realizou uma Conferência, na qual foi aprovado o documento "Concepção da Luta Revolucionária", onde ficou praticamente aprovada a linha política da futura Organização Político Militar - OPM. O documento definiu a revolução brasileira como sendo de caráter socialista e o caminho a seguir o da luta armada, através do foco guerrilheiro, visto como "a única forma que poderá assumir, agora, a luta armada revolucionária do povo brasileiro".

O processo para a tomada do poder iniciar-se-ia com a criação de um pequeno núcleo rural -: o foco -, que, através do desencadeamento da luta armada no campo, cresceria e se multiplicaria com a conscientização das massas, até a constituição de um Exército Popular de Libertação. As cidades eram vistas como fontes para o apoio logístico e a guerrilha urbana nelas desencadeadas serviria para manter ocupadas as forças legais. Os atos de terrorismo e sabotagem deveriam obedecer a um rígido critério político, estabelecido pelo comando da OPM.

Criação do Comando de Libertação Nacional – COLINA

Em julho de 1968, esses dissidentes da POLOP realizaram um Congresso Nacional num sítio em Contagem, Minas Gerais no qual foi criado o Comando de Libertação Nacional – COLINA -, com o seu Comando Nacional – CN - integrado por Ângelo Pezzuti da Silva e Carlos Alberto Soares de Freitas, em Minas Gerais, e Juarez Guimarães de Brito e Maria do Carmo Brito, na Guanabara.

Diretamente ligado ao Comando Nacional - CN -, foi criado:

Setor Estratégico, subdividido em:

a- Comando Urbano que era constituido pelo Setor Operário e Estudantil. Esse setor era o responsável pelo trabalho de massa nas fábricas, empresas, sindicatos, faculdades, etc. Esse trabalho era executado pelas células, por meio das atividades de recrutamento e de agitação e propaganda. O setor editava o jornal "O Piquete".

b- Comando militar era composto pelos Setores de Levantamento de Áreas; Inteligência; Expropriação; Terrorismo e Sabotagem; e Logistico.

- Setor de Levantamento de Áreas era encarregado de estudar e selecionar as áreas favoráveis à implantação dos focos guerrilheiros.

- Setor de Inteligência falsificava documentos e planejava as ações armadas, levantamento de locais e hábitos de personalidades.

- Setor de Expropriação era o responsável pela execução das ações armadas, como os assaltos e os sequestros, que visavam obter recursos financeiros e material bélico para a organização.

- Setor de Terrorismo e Sabotagem era o encarregado da preparação dos engenhos explosivos e da execução dos atos terroristas e sabotagem.

- Setor Logístico preocupava-se em dar apoio à organização, como o estabelecimento de aparelhos e a distribuição de recursos materiais.

A partir de setembro de 1968 o Setor de Levantamento de Áreas deu início a uma série de viagens pelo interior do país, a fim de selecionar as regiões mais favoráveis à instalação de guerrilhas. Após estudar mais de sete estados, o COLINA se decidiu, em junho do ano seguinte, por uma região de mais de 100 mil km2 , englobando diversos municípios do Maranhão e de Goiás - Imperatriz, Porto Franco, Barra do Corda e Tocantinópolis

Dilma Rousseff e Comando de Libertação Nacional- COLINA

Os dissidentes que optaram pela luta armada reuniram-se em torno da nova organização. Entre esses dissidentes estava Dilma Rousseff., filha de Peter Rousév, um advogado, filiado ao Partido Comunista Búlgaro, que, no Brasil, mudou seu nome para Pedro Rousseff. Em Minas, Pedro Rousseff casou, teve três filhos, e fixou-se em Belo Horizonte, onde ganhou dinheiro com obras na Siderúrgica Mannesmann.

Dilma e os dois irmãos tinham uma vida de família de classe média alta, eram atendidos por três empregadas e moravam em uma casa espaçosa. Dilma estudou no colégio Sion, de freiras, onde as moças só falavam com as professoras em francês.

Continuando sua capacitação política, um dos seus doutrinadores foi Apolo Hering, dirigente do Colina. Ele lhe ministrava aulas de marxismo, quando Dilma ainda era secundarista.

No meio subversivo conheceu o jornalista mineiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, que também optara pela luta armada. Galeno serviu ao Exército por três anos e, também militou na POLOP. Atuou ativamente na sublevação dos marinheiros. Esteve preso por cinco meses na Ilha das Cobras, durante a Contra-Revolução. Depois disso, obteve Habeas Corpus, foi solto e voltou a Belo Horizonte, onde foi trabalhar no jornal Ultima Hora, tendo como chefe Guido Rocha, um dos principais líderes da POLOP, que Galeno conhecera quando ambos estiveram presos.

Dilma e Galeno um ano depois se casaram. Firmava-se a Dilma guerrilheira, correndo da polícia, fazendo passeata para apoiar os operários em greve em Contagem e enfrentando a polícia. A dupla prometia. Galeno, em entrevista à revista Piaui, declarou que aprendera a fabricar bombas na fármácia de seu pai.

Ela tinha tarefas específicas no COLINA: a confecção do Jornal O Piquete, a preparação das aulas de marxismo absorvidas na doutrinação do dirigente do COLINA, Apolo Hering. Tinha também aulas sobre armamentos, tiro ao alvo e explosivos. Grande parte dessas aulas era ministrada nos arredores de Belo Horizonte pelo ex-sargento da Aeronáutica João Lucas Alves .Além de dar instruções de técnicas de guerrilha à Dilma, Galeno, em entrevista à Revista Piauí, demonstra mais que uma simples relação de militância com João Lucas Alves ,e sim intimidade, quando declara :

"O João Lucas ficava hospedado em nossa casa".

Para quem não sabe, João Lucas Alves foi um dos executores do major do exército alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernhagen, em 01/07/68, que fazia curso de Estado Maior, na Praia Vermelha, RJ, e que foi morto por engano, ao ser confundido com um militar boliviano, que também fazia o mesmo curso e que era acusado de ter morto Che Guevara. O crime ficou sem autoria declarada até bem poucos anos. Foi preciso Jacob Gorender, também militante da luta armada – PCBR - , em seu livro Combate nas Trevas, publicar um segredo guardado a sete chaves: a organização responsável por este assassinato foi o COLINA , e o nome de dois dos quatro autores do crime .Leia nesse site o artigo " dentificado o terceiro assassino do Major alemão", na Sessão Vale a pena ler de novo.

Dilma e Galeno viviam perigosamente rodeados de gente que não pretendia, como motivação principal, derrubar o governo militar, mas instalar um regime marxista leninista, como pregavam os estatutos da organização na qual militavam ativamente. Seu apartamento era visitado pela cúpula do COLINA. Derrubar o regime militar era o pretexto para atrair militantes para a causa principal - instalar uma ditadura nos moldes de Cuba -, que para ser melhor aceita era rotulada de regime socialista. Para isso, faziam treinamentos práticos e de capacitação política.

Gilberto Vasconcelos afirma que conheceu Dilma "em um desses cursos de revolução".

Observação: o filho de Gilberto Vasconcelos, Giba para os íntimos, é hoje Subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil.( Revista Piauí )

Embora o COLINA tivesse conseguido recrutar adeptos em Porto Alegre, Goiania e Brasília nunca deixou de ser uma organização política militar tipicamente mineira, com um núcleo na Guanabara – RJ -, onde havia recrutado um grupo de ex-militares que já tinha atacado duas sentinelas: a primeira , em 17 de março de 1968, no Museu do Exército, na Praça da República , a qual foi baleada por Antonio Pereira Mattos e teve o seu FAL roubado; e a segunda em 23 de maio do mesmo ano, na Base Aérea do Galeão, quando foi roubada a sua pistola.45.

Dentre as ações do COLINA , em 1968, podem ser destacadas: em 28 de agosto, assalto ao Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, agência Pedro II , em Belo Horizonte; em 4 de outubro, assalto ao Banco do Brasil, na cidade industrial de Contagem, em MG; em 18 de outubro, dois atentados a bomba em Belo horizonte, nas residências do Delegado Regional do Trabalho e do Interventor dos Sindicatos dos Bancários e dos Metalúrgicos; em 25 de outubro, no Rio de Janeiro, Fausto Machado Freire e Murilo Pinto da Silva assassinaram Wenceslau Ramalho Leite, com quatro tiros de pistola Luger 9mm, quando lhe roubavam o carro; e, em 29 de outubro, assalto ao Banco Ultramarino, agência de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A Organização de Dilma tinha algumas armas, algum dinheiro e algumas dezenas de militantes dispostos a tudo No dia 14 de janeiro de 1969, praticaram, simultâneamente, dois assaltos: aos Bancos da Lavoura e Mercantil de Minas Gerais, em Sabará, onde roubaram 70 milhões de cruzeiros. Participaram dessas ações os seguintes militantes do COLINA: Ângelo Pezzuti da Silva, Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Antonio Pereira Mattos, Erwin Rezende Duarte, João Marques Aguiar, José Raimundo de Oliveira, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Nilo Sérgio Menezes Macedo, Maria José de Carvalho Nahas, Pedro Paulo Bretas e Reinaldo José de Melo.

Nessa mesma noite, Ângelo Pezzuti da Silva, principal dirigente do COLINA, foi preso. Suas declarações possibilitaram a prisão de diversos membros do COLINA, dentre os quais, José Raimundo de Oliveira, do Setor de Terrorismo e Sabotagem, e Pedro Paulo Bretas e Antonio Pereira Mattos, do Setor de Expropriação.

Esses depoimentos levaram a polícia a desbaratar três "aparelhos" do COLINA, em Belo Horizonte, na madrugada de 29 de janeiro de 1969. A uma hora, onze policiais dirigiram-se ao "aparelho" da Rua Itaí, "entregue" por Ângelo Pezzuti, onde só encontraram documentos da organização. Às duas horas e trinta minutos, foram para o "aparelho" delatado por Pedro Paulo Bretas, na Rua XXXIV, número 31 onde encontraram explosivos, armas e munições. Às quatro horas, reforçados por três guardas-civis, de uma rádiopatrulha, os policiais chegaram ao terceiro "aparelho", na rua Itacarambu, 120, também entregue por Pedro Paulo Bretas. No local sete militantes estavam reunidos planejando uma linha de ação para resgatar Ângelo Pezuti da prisão.

No local, ao se prepararem para invadir o "aparelho", os policiais foram recebidos por rajadas de uma metralhadora Thompson, disparadas por Murilo Pinto da Silva, irmão de Ângelo Pezzuti. Esses tiros atingiram mortalmente o Subinspetor da polícia Cecildes Moreira de Faria e o Guarda-Civil José Antunes Ferreira, e feriram gravemente o investigador José Reis de Oliveira. No local foram encontrados armas munições, fardas da PM, documentos do COLINA e dinheiro dos assaltos. Na ação foram presos os seguintes militantes: Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Maurício Vieira de Paiva (ferido com dois tiros), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Jorge Raimundo Nahas e sua esposa Maria José de Carvalho Nahas.

O ano de 1969 seria crítico para o COLINA. Uma sequência de prisões debilitaria a organização forçando a sua fusão por um pequeno período com a VPR e, posteriormente, a formação da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares – VAR-Palmares.

Após o assalto ao Banco da Lavoura de Sabará, o cerco começou a apertar. Dilma e Galeno começaram a tomar mais cuidado passando a dormir cada noite em um lugar diferente. Como Ângelo Pezzuti e outros membros do COLINA frequentavam o apartamento de Dilma e Galeno, eles destruiram documentos e tudo que pudesse ligá-los à organização e naquela noite já não dormiram em casa. Passaram algum tempo escondidos. Depois a organização determinou sua ida para o Rio de Janeiro. Primeiro seguiu Galeno, depois Dilma, ambos de ônibus. Entravam para a clandestinidade.

No Rio de janeiro, o casal fazia parte dos "deslocados" - militantes transferidos de outros locais por serem procurados. Entre eles estava Fernando Pimentel, que viria a ser prefeito de Belo Horizonte.

Quem recebeu os "deslocados" do COLINA no Rio de Janeiro foram os dirigentes Juarez Brito e Maria do Carmo, mas, como eram muitos, não havia como alojá-los . Dilma e Galeno moraram em um pequeno hotel e depois em um apartamento, até Galeno ser transferido pela organização para atuar em Porto Alegre, em contato com uma célula dissidente do "Partidão".

Dilma continuou no Rio, ajudando a direção do COLINA. Transportava armas, dinheiro e munição para os militantes. Participava de reuniões, redigia documentos e discutia ações da organização. Em uma dessas reuniões conheceu o advogado Carlos Franklin Paixão Araújo e começaram um namoro que a levou ao fim seu casamento com Galeno.

Próximos capítulos : Dilma, a VPR e a VAR-Palmares

Fonte

Projeto Orvil

Revista Piauí

"A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça" - Carlos Alberto Brilhante Ustra

Currículo da antiga terrorista Dilma Rousseff

EXCELENTE CURRICULUM PARA QUEM QUER SER PRESIDENTE DO PAÍS. QUEM VAI DAR A DESCARGA ????

OS TRECHOS ABAIXO DESCRITOS FORAM PUBLICADOS NA REVISTA “PIAUÍ”


DILMA - A VIDA DE UMA BANDIDA. TERRORISMO E TRAIÇÃO - REVISTA “PIAUÍ”


Dilma é filha de Peter Rousév, um búlgaro de olhos azuis que, no Brasil, mudou seu nome para Pedro Rousseff. Era advogado, mas ganhou dinheiro com obras na Siderúrgica Mannesmann.

Foi casada com Cláudio Galeno Linhares, hoje com 67 anos. Na época, Galeno pertencia ao Grupo Colina e defendia a luta armada. "Aprendi a fazer bomba na farmácia do meu pai", disse ele.

Vários depoimentos nesta reportagem comentam sobre a tortura praticada pelo regime militar, porém o trecho abaixo nos faz pensar : "Serviu o Exército por três anos e, em l962, entrou na Polop. O golpe militar o pegou no Rio de Janeiro, enfiado até o pescoço na sublevação dos marinheiros. Foi um dos presos mantido no porta-aviões Minas Gerais e, depois, por cinco meses no presídio da ilha das Cobras. No fim do ano obteve um “habeas corpus” , foi solto e voltou a Belo Horizonte. Trabalhou como repórter na sucursal do jornal Última Hora. Seu chefe era Guido Rocha, um dos principais líderes da Polop, que conhecera na cadeia. Rocha era contra a luta armada." (pág. 24). Pelo jeito o regime militar, ao menos naquele período, era bastante frouxo,
em se tratando de um governo ditatorial, do contrário um preso político jamais se tornaria repórter de um jornal lido nas maiores capitais do país.

Dilma não participava dos assaltos porque ela era conhecida pela sua atuação pública. (comentário de Maria José, casada com um dos militantes chamado Jorge Nahas). As tarefas dela no Colina estavam ligadas à
feitura do jornalzinho “O Piquete”, à preparação de aulas sobre marxismo e contatos com sindicatos. Teve também aulas sobre armamentos, tiro ao alvo, explosivos e enfrentamentos com a polícia." (pág.25)

Sobre o advogado Gilberto Vasconcelos (que a ministra chama de Giba e a conheceu num desses cursos de revolução, como ele mesmo disse): Sua tarefa, no começo de l969 , era a preparação de um assalto a uma agência do Banco do Brasil. Até janeiro daquele ano, o Colina contabilizava, em Minas, quatro assaltos a bancos, uma meia dúzia de carros roubados e dois atentados à bomba, sem vítimas (por sorte, é claro), a residências de autoridades locais. (pág. 25).

NOTA: o filho de Gilberto Vasconcelos, Giba para os íntimos, é hoje subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. (pág. 25)

Após o assalto ao Banco da Lavoura de Sabará, o cerco começou a apertar. Dilma e Galeno começaram a tomar mais cuidado e passaram a dormir cada noite em um lugar diferente. Uma de suas providências foi dar fim aos documentos que os pudessem ligar ao Colina que, mais tarde, se uniu a um outro grupo, o Vanguarda Popular de Palmares -VPR.

O novo grupo, VPR - Primeiro artigo de seu estatuto:A Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária, da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo. (pág.25) .

O Assalto à casa da amante de Ademar de Barros, que foi considerado um plano de grande ação: "... veio a ser, em 18 de julho de l969, a mais espetacular e a mais rendosa de toda a luta armada: o roubo de 2,5 de dólares... Nem Dilma nem Araújo participaram da ação, mas ambos estiveram envolvidos na sua preparação." (pág. 27). Segundo a reportagem a fortuna que roubaram não evitou que o grupo VAR-Palmares se dividisse, pois os "basistas" e "militaristas" não se entenderam. Terá sido por suas convicções que não se alinhavam ou será que foi justamente tal fortuna que desmontou o grupo?

O dinheiro roubado: "Começou a disputa pelo botim: o dinheiro do cofre e as armas." Depoimento de Carlos Araújo ao Dops: "Nele, disse que ficou em seu poder 1,2 milhão de dólares dividido em três malas de 400 mil dólares cada uma", e que o dinheiro ficou cerca de uma semana "em um apartamento situado na rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Roussef Linhares".

Araújo não quis comentar o depoimento ao DOPS. E nem outros, como um de Espinosa, que fala em 720 mil dólares terem ficado com a organização, ou um de outro militante, que chega à soma de 972 míl dólares. "É impossível chegar a uma conclusão sobre isso, que não tem mais importância nenhuma", disse Araújo. (pág. 27) Pode não ter importância para eles, que não tinham nem têm compromisso algum com coisa nenhuma. Mas tem para nós, que estamos diante de uma candidata à Presidência da República que já foi mentora de
assaltos e bombardeios.

Outros trechos que merecem destaque:

Num dos inquéritos é dito que Dilma Rousseff manipulava grandes quantias da VAR - Palmares. É antiga militante de esquemas subversivo - terroristas.

Outrossim, através de seu interrogatório, verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais. Apelidos que davam a Dilma Rousseff, que estão em relatórios: Joana D`Arc da Subversão, papisa da subversão, criminosa política e figura feminina de expressão tristemente notável. (pág. 27)

Depois do racha, Dilma foi enviada a São Paulo. Ela tinha um problema prático a resolver: esconder em melhores condições de segurança um monte de armas que estavam em risco em apartamentos pouco seguros. Dilma mudara-se para uma pensão precária, de banheiro coletivo, na avenida Celso Garcia, Zona Leste. Dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora.

Na entrevista de 2003 , Dilma contou o que elas duas fizeram:

Eu e a Celeste entramos com um balde; eu me lembro bem do balde porque tinha munição. As armas, nós enrolamos em um cobertor. Levamos tudo para a pensão e colocamos embaixo da cama. Era tanta coisa que a cama ficava alta...Tinha metralhadora, tinha bomba plástica. Contando isso hoje, parece que nem foi comigo. (PARECE, SIM, CARA PÁLIDA!!!)

Na página 28 está a narração do episódio em que Dilma traiu seu amigo de milícia:

Dilma tinha encontros regulares com Natael Custódio Barbosa, que participara das greves operárias de l968 em Osasco. "Dilma era uma companheira muito séria e dedicada, que acreditava no que estava fazendo."
disse-me Barbosa na sua casa, em Londrina, onde é caminhoneiro e vive com a mulher e três filhos. ( pág 28.

No final de janeiro de l970, Barbosa foi ao encontro que haviam marcado, às cinco da tarde, na movimentada rua 12 de Outubro, na Lapa. Ele vinha numa calçada, do lado oposto e em sentido contrário ao que ela deveria vir. Quando a viu, de braços cruzados, atravessou a rua, passou por ela sem dizer nada, andou uns vinte passos e, sem desconfiar de nada, voltou. "Voltei, encostei do lado dela e perguntei se estava tudo bem", contou Barbosa, emocionadíssimo." Ela fez cara de desespero e eles caíram imediatamente em cima de mim já me batendo, dando coronhadas e me levando para o camburão, e depois pra o Oban." E prosseguiu: "Nunca mais a vi. Ela me entregou porque foi muito torturada, e eu entendo isso. Acho que me escolheu porque eu era da base operária, não conhecia liderança nenhuma da organização e não tinha como aumentar o prejuízo.(pág.28)

Em maio do ano passado, ao se defender por ter preparado um dossiê que vasculhava os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a Ministra Dilma Rousseff disse: "Me orgulho de ter mentido porque salvei companheiros da mesma tortura e da morte." Pois o caso de Natael Barbosa desmente sua oratória junto aos políticos que a aplaudiram na ocasião.*

INTERESSANTE

- José Olavo Leite Ribeiro atuava na liderança do VAR - Palmares. Esteve preso. Hoje é professor universitário e mora nos Jardins em São Paulo, um bairro de elite.

- Natael Barbosa, traído por Dilma Rousseff, fazia parte apenas da base operária do VAR - Palmares. Também esteve preso, e hoje é caminhoneiro.

E aquela fortuna? Em que bolso foi "investida"?

*A Revista Piauí, com esta entrevista, está nas bancas à disposição de quem quiser ter acesso à reportagem na íntegra.*

Dilma confirma, é comício!

Dilma Rousseff, a temida companheira Estella





Como nossos políticos seguiram os passos da companheira Estella

Nos tempos da ditadura militar, um dos personagens mais temidos e perigosos da guerrilha era a subversiva conhecida como companheira Estella, líder do MR Colina, responsável pela tentativa de seqüestro do embaixador alemão e pelo planejamento e execução daquele que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo o mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo.

O crime foi cometido pela Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares), resultado da fusão da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) do capitão Carlos Lamarca com o Movimento Revolucionário Colina, do qual a companheira Estella era líder.

Onze dias depois da fusão, em julho de 1969, 13 guerrilheiros da VAR-Palmares roubaram o cofre de 200 kg de uma casa no bairro carioca de Santa Tereza, onde vivia a amante de Adhemar de Barros. Os guerrilheiros sacaram do cofrinho do Ademar US$ 2,6 milhões de dólares. Apesar de pregarem a unidade revolucionária e empregarem os recursos do terrorismo na mesma campanha, o dinheiro do cofre não apareceu. Pergunta-se até hoje “Onde foi parar o dinheiro?” Eis um dos mistérios insondáveis daquela época que produziu tantos “heróis” e “heroínas” da esquerda.

A guerrilheira Estella tinha como companheiro de ideal revolucionário o ex-ministro José Dirceu, que após sua prisão pelos Militares do Regime, foi para Cuba, onde recebeu treinamento de guerrilha urbana e mudou a fisionomia, antes de voltar clandestinamente ao Brasil. Estella permaneceu escondida, após negociar a prisão de Lamarca.


Curiosamente, os dois personagens assumiram o primeiro escalão do governo Lula. Dirceu todos já conhecem muito bem. Envolveu-se em esquemas de corrupção e acabou cassado. Estella, ou melhor, a Ministra das Minas e Energias (setor dos mais estratégicos do governo) Dilma Rousseff, ganha ainda mais poder e passa a mandar na Casa Civil, ganhando o apoio de Lula e pleiteia a cadeira de presidente da República, caso o terceiro mandato não caia nas graças do Congresso ou dos militares.

Mulher de fala pausada, mãos gesticuladoras, olhar austero e um passado sinistro e misterioso, Dilma está sendo apresentada como a “mãe do PAC” (Pão, Água e Circo), mas seu passado nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares revela uma militância armada muito mais ativa e importante para a esquerda subversiva doa anos 1960.

Dilma, ao contrário de José Dirceu, pegou em armas e liderou a guerrilha urbana no Brasil. Com o roubo do cofre de Adhemar de Barros, na tarde de 18 de junho de 1969, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, realizou o maior golpe da história do terrorismo mundial, segundo conta o jornalista Elio Gaspari, em seu livro “A Ditadura Escancarada”. Naquela tarde, a bordo de três veículos, um grupo formado por onze homens e duas mulheres chegou à mansão do irmão de Ana Capriglioni, amante do governador Adhemar. Após renderem os empregados, cortaram as linhas telefônicas e roubaram o cofre de 350 quilos. A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e seu marido Carlos Franklin Paixão de Araújo. Sua participação na linha de frente era muito rara. Ela tinha tanta informação, que sua prisão colocaria em risco toda a organização. Segundo o ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues, Dilma passava as orientações do comando nacional e indicava o tipo de armamento que deveria ser usado nas ações criminosas e informar onde poderia ser roubado, a exemplo do roubo praticado pelo grupo do capitão Carlos Lamarca, em Osasco (SP), quando levaram o carregamento de fuzis de um quartel do Exército. Naquele mesmo ano (69) Dilma coordenou mais três ações de roubo de armas em unidades do Exército, no Rio de Janeiro. Durante o famoso encontro da cúpula da VAR-Palmares, realizado em Teresópolis, no mês de setembro de 1969, Dilma Rousseff polemizou duramente com Carlos Lamarca, o maior mito da esquerda guerrilheira. Lamarca queria intensificar a guerrilha rural e Dilma achava que a mobilização de massas nas grandes cidades deveria ser priorizada. No encontro produziu-se um racha e dos 37 presentes, apenas sete acompanharam Lamarca, agora desafeto de Dilma. Metade da fortuna do cofre de Adhemar de Barros e das armas permaneceu com Dilma Rousseff. A divergência com Carlos Lamarca não impediu Dilma de manter uma sólida amizade com a guerrilheira Iara Iavelgerg, musa da esquerda nos anos 60, com quem Lamarca manteve um tórrido e tumultuado romance. Dilma e ela tornaram-se confidentes.

Quando foi presa, em janeiro de 1970, ganhou o superlativo de “papisa da subversão”. Condenada em três processos, Dilma passou três anos encarcerada em São Paulo, onde alega ter sido barbaramente torturada por 22 dias, mas ao sair da cadeia não tinha seqüelas e nenhum preso confirmou os suplícios da tortura nas condições relatadas por ela, no documentário “Tortura Nuca Mais”.

A atual ministra era tão temida que o Exército ordenou a transferência de um guerrilheiro Ângelo Pezzuti, preso em Belo Horizonte, temendo que Dilma conseguisse montar uma ação armada de invasão da prisão e libertasse o companheiro.

Aos 55 anos e recentemente separada de Carlos Franklin, Dilma Rousseff em nada lembra a guerrilheira radical de trinta anos atrás, embora exiba a mesma firmeza e traços de arrogância. “Ela é uma mulher suave e determinada”, diz a jornalista Judith Patarra, autora do livro “Iara”, que conta a trajetória de Iara Iavelbeg (1944-71).

Assim como Lula, Dirceu e tantos outros integrantes do governo, que foram presos, Dilma recebe polpuda pensão dos cofres públicos e responde por uma das áreas mais estratégicas da inteligência de segurança nacional, por saber como planejar e executar operações de assalto, comandar guerrilha, entender de armamentos, seqüestros e sobreviver aos mais terríveis rituais de tortura durante semanas. Tais qualificações são predicativos para ocupar o mais alto escalão do governo do PT.

Analisando o panorama político nacional podemos entender o porquê de tantos assemelhados nos staffs do governo estadual e municipal. Quanto mais qualificações criminosas, mais aptidão para fazer parte da cúpula do governo.

Depois do cofre de Adhemar de Barros, outros crimes idênticos foram executados, apesar de não terem o mesmo objetivo político. A escola de roubos a cofres teve um capítulo recente na história de São José do Vale do Rio Preto, com o envolvimento de figuras públicas, hoje ocupantes de cargos da mais alta confiança da população. Foi no assalto a Fazenda Maruzém, no município de Bananal (SP), de propriedade de Luiz Carlos de Almeida Rodrigues Nogueira Porto, que nossos estereótipos de Dilma Rousseff se projetaram e ganharam mais prestígio popular. Os US$ 100.000 declarados pela vítima de Bananal nunca apareceram, assim como os US$ 1.300.000 carregados por Dilma, após o litígio com Lamarca. Com tanta história para ser contada, o povo brasileiro se vê enlameado nessa pocilga que os políticos transformaram a instituição.

Lula caminha em busca de um terceiro mandato, mas caso não obtenha sucesso nessa desvairada intenção, já projeta Dilma como sua sucessora, apesar do primeiro nome para sucedê-lo ser o ex-ministro José Dirceu, que permanece cassado e sem chances de assumir o comando do país.

Em São José do Vale do Rio Preto, políticos cassados também fazem planos para voltar antes do pleito municipal, outros quase cassados articulam para ampliar seus poderes e condenados da justiça se fortalecem com esquemas corruptos, em busca da permanência no poder, amparados por políticos estrangeiros cada vez mais donos da nossa cidade.

Moral da história: ou expressamos nossa vontade de cidadania e retomamos o nosso caminho da dignidade ou nos submetemos aos caprichos da vontade política e transformamos nosso voto em mero especulatório de quem nos assaltará por mais quatro anos.

A reconstrução da ministra

By: Ricardo Noblat

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=a-reconstrucao-da-ministra&cod_Post=237180&a=122



O governo e os marqueteiros moldam o novo perfil de Dilma Rousseff a ser apresentado aos eleitores: mineira, simpática, afável, de discurso simples e antenada com temas ambientais
De Otávio Cabral e Alexandre Oltramari:

Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado.

A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar.

Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais.

Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem.
Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.

"Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha", afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com correligionários do governador Eduardo Campos (PSB-PE) e, na chegada, cumprimentou apenas as autoridades presentes à mesa. Foi, depois, advertida pela falha.

"Dá para perceber que é difícil para ela cumprir esse papel de candidata, mas ela tem se esforçado." Os discursos e as opiniões da ministra também passaram a seguir um roteiro preestabelecido. Os discursos devem ser simples e carregados de metáforas de fácil entendimento, como os do presidente Lula. As opiniões emitidas sobre os temas de governo e de campanha também não podem divergir das defendidas pelo presidente.

Nos últimos dias, Dilma foi criticada por estar antecipando a campanha eleitoral, o que é ilegal. Indagada sobre o assunto, a ministra se disse vítima de preconceito pelo fato de ser mulher. Ninguém entendeu o que uma coisa tem a ver com a outra, mas Dilma conseguiu, ao menos momentaneamente, safar-se da polêmica – exatamente como foi ensaiado com sua equipe de campanha, integrada por políticos, publicitários e jornalistas.

A ministra se reúne uma vez por semana com o "estado-maior" de sua campanha, como é chamado o grupo do qual fazem parte os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o deputado Antonio Palocci, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o marqueteiro João Santana.

Nesses encontros são discutidos os temas que serão abordados pela candidata-ministra e como ela deve tratá-los em suas aparições. Também são definidos a agenda de viagens e pontos da estratégia política da campanha. Nos fins de semana, Dilma reserva um dia, às vezes o sábado, às vezes o domingo, para se dedicar integralmente ao treinamento e à preparação da "candidata ideal".
Ao lado de João Santana e de sua equipe de marqueteiros, a ministra é submetida a sessões de entrevistas, debates simulados e pronunciamento para programas de TV. A postura, o tom de voz, o modo de encarar as câmeras e até a melhor roupa para cada ocasião são experimentados à exaustão. "Esse treinamento é normal para todo candidato em campanha.
No caso da Dilma, porém, isso precisa ser intensificado porque ela não tem nenhuma experiência eleitoral. Estamos saindo do zero, fabricando um candidato", explica um dos envolvidos na operação.

Em breve, o perfil de Dilma Rousseff ganhará o reforço de um detalhe desconhecido pela maioria dos eleitores. A ministra terá enfatizada sua condição de "candidata mineira". Dilma nasceu em Belo Horizonte, em 1947, e estudou nos tradicionais colégios Sion e Estadual Central. Sua mãe cresceu em uma fazenda na região de Uberaba e seu pai trabalhou na siderúrgica Mannesmann, tradicional empresa no estado.

Em Minas Gerais, ela atuou em grupos de oposição à ditadura e acabou presa. Essa origem, porém, é pouco conhecida, pois sua carreira pública foi, na verdade, construída no Rio Grande do Sul, para onde se mudou após deixar a prisão.

Pela estratégia montada, Dilma será apresentada como a alternativa para Minas voltar a ter um presidente da República depois de quinze anos. O último foi Itamar Franco. Os auxiliares da ministra avaliam que, caso o governador paulista José Serra seja confirmado como candidato da oposição, ela pode atrair os votos dos eleitores mineiros, desde, é claro, que enxerguem nela uma legítima representante do estado.

A estratégia da ministra também passa pelo mundo virtual. Na semana passada, o PT inaugurou seu novo site, orçado em 600 000 reais, que terá canais de áudio e vídeo para ajudar a alavancar a candidatura de Dilma. Pelo site, também será possível arrecadar recursos a partir do início oficial da campanha, em julho. Extraoficialmente, porém, a máquina petista tem um raio de ação muito mais abrangente.
Em abril passado, uma ficha criminal falsificada que relatava a participação da ministra em ações armadas contra o regime militar infestou a rede. O episódio levou os estrategistas de Dilma a importar o marqueteiro Ben Self, responsável pela parte digital da campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Contratado por João Santana, Self esteve no Brasil duas vezes nos últimos cinco meses. Ele se reuniu com os coordenadores da campanha da ministra e sugeriu planos para reagir a esses tipos de ataque.

Bogueiros e internautas estão sendo arregimentados para inundar as chamadas redes sociais com mensagens de apoio a Dilma e com ataques aos adversários. O trabalho custa entre 50 000 e 120 000 reais por mês e é realizado por empresas especializadas.

"Tudo precisa ser clandestino. A força desse tipo de campanha é justamente a aparente espontaneidade das manifestações", disse a VEJA um especialista da área. Oficialmente, nenhum político admite o envolvimento com seus fãs e detratores do mundo digital.
Não há exemplo na democracia brasileira de um candidato "fabricado em laboratório" que tenha se tornado presidente. Antes da ditadura, não havia campanha eleitoral de massa, com TV e rádio. Por isso imperavam os grandes líderes políticos, capazes de costurar o apoio das lideranças regionais.

Desde a redemocratização, todos os candidatos competitivos tinham biografia política significativa. Mesmo os políticos mais próximos de Lula consideram essa metamorfose uma incógnita.

Diz Gaudêncio Torquato, professor de marketing eleitoral da USP: "Todo candidato tem sua identidade, representada pelo caráter, personalidade e estilo. E há a imagem, projetada pelos publicitários, para que ela se torne mais palatável aos eleitores. Se essa imagem for muito diferente da identidade, há o risco de o candidato parecer falso e artificial ao eleitor, afugentando seu voto".