As tentativas dos ministros do governo Lula de tentar esconder os fatos e calar a nação sobre as causas e conseqüências do apagão chegaram ao ponto de, aparentemente, irritar um especialista no assunto, o próprio Presidente da República que esta semana tentou negar até o mensalão.
Lula, dizem os noticiários desta sexta-feira, acredita que seus ministros e auxiliares técnicos estão passando dos limites. "Nós estamos na fase do achismo", admitiu o Presidente, para acrescentar: "É preciso ter um processo de investigação para descobrir o que houve".
Demonstrando a esperteza de sempre para nunca entrar em dividida ou navegar em ventos descendentes, Lula resolveu dar um "caladão" na sua turma.
Ao tentar proclamar ao Brasil, na quinta-feira (12), que a necessidade de esclarecimentos em torno do apagão "está encerrada", a ministra do maior apagão da história do Brasil, Dilma Rousseff, voltou a exercer a face arrogante, autoritária e subperonista do governo petista – como bem alertou em artigo recente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O que a ex-ministra toda poderosa de Minas e Energia tentou impor a mais de 60 milhões de brasileiros que passaram o maior sufoco é que o governo petista não se sente obrigado a dar explicações sobre um apagão que provocou pânico, mortes em hospitais, ameaçou a vida de bebês em UTIs, interrompeu a produção industrial, provocou o caos no trânsito e nos transportes públicos e até arrastões em São Paulo e Rio.
Se a ministra-candidata tivesse compromisso com a verdade, o governo petista, admitiria que o governo dos trabalhadores deixou de investir R$ 20 bilhões em infraestrutura só nos últimos 5 anos, como informou, nesta sexta-feira, "O Estado de S. Paulo".
Entre 2004 e 2008, o orçamento do governo petista previu R$ 72 bilhões para os Ministérios de Minas e Energia, Transportes, Comunicações, Integração Nacional e Cidade. Desse total foram empenhados R$ 52 bilhões. Os restantes R$ 20 bilhões ficaram nos cofres do Tesouro, por falta de competência operacional e administrativa para serem investidos. Os dados são do Siafi.
Outro dado revelador da inoperância do governo petista na área de infraestrutura, exatamente os setores que seriam a força do Programa de Aceleração do Crescimento, foi levantado pela ONG Contas Abertas e mostra que a Eletrobrás investiu, até agosto deste ano, R$ 2,8 bilhões, ou apenas 38% dos R$ 7,2 bilhões previstos.
Dilma Rousseff ficaria mais próxima da verdade se também admitisse que, em junho deste ano, dezenas de projetos de usinas hidrelétricas, num total de 19,5 mil MW de geração – quase 20% da capacidade instalada no país – estavam atrasados, segundo admite a Aneel, a agência de regulação comandada pela própria ministra.
Como a história das nações não perdoa a arrogância e a presunção, a ministra deveria se lembrar de uma de suas arengas. Em outubro de 2004, ela comentou o relatório anual da Agência Internacional de Energia e considerou precipitadas as avaliações de um risco de racionamento de energia: "Só haveria apagão se o governo não exercesse seu papel de governo."
Mas, aí chegou a noite de terça-feira, 10 de novembro de 2009, quando as luzes apagaram em 18 Estados do Brasil...
Lula, dizem os noticiários desta sexta-feira, acredita que seus ministros e auxiliares técnicos estão passando dos limites. "Nós estamos na fase do achismo", admitiu o Presidente, para acrescentar: "É preciso ter um processo de investigação para descobrir o que houve".
Demonstrando a esperteza de sempre para nunca entrar em dividida ou navegar em ventos descendentes, Lula resolveu dar um "caladão" na sua turma.
Ao tentar proclamar ao Brasil, na quinta-feira (12), que a necessidade de esclarecimentos em torno do apagão "está encerrada", a ministra do maior apagão da história do Brasil, Dilma Rousseff, voltou a exercer a face arrogante, autoritária e subperonista do governo petista – como bem alertou em artigo recente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O que a ex-ministra toda poderosa de Minas e Energia tentou impor a mais de 60 milhões de brasileiros que passaram o maior sufoco é que o governo petista não se sente obrigado a dar explicações sobre um apagão que provocou pânico, mortes em hospitais, ameaçou a vida de bebês em UTIs, interrompeu a produção industrial, provocou o caos no trânsito e nos transportes públicos e até arrastões em São Paulo e Rio.
Se a ministra-candidata tivesse compromisso com a verdade, o governo petista, admitiria que o governo dos trabalhadores deixou de investir R$ 20 bilhões em infraestrutura só nos últimos 5 anos, como informou, nesta sexta-feira, "O Estado de S. Paulo".
Entre 2004 e 2008, o orçamento do governo petista previu R$ 72 bilhões para os Ministérios de Minas e Energia, Transportes, Comunicações, Integração Nacional e Cidade. Desse total foram empenhados R$ 52 bilhões. Os restantes R$ 20 bilhões ficaram nos cofres do Tesouro, por falta de competência operacional e administrativa para serem investidos. Os dados são do Siafi.
Outro dado revelador da inoperância do governo petista na área de infraestrutura, exatamente os setores que seriam a força do Programa de Aceleração do Crescimento, foi levantado pela ONG Contas Abertas e mostra que a Eletrobrás investiu, até agosto deste ano, R$ 2,8 bilhões, ou apenas 38% dos R$ 7,2 bilhões previstos.
Dilma Rousseff ficaria mais próxima da verdade se também admitisse que, em junho deste ano, dezenas de projetos de usinas hidrelétricas, num total de 19,5 mil MW de geração – quase 20% da capacidade instalada no país – estavam atrasados, segundo admite a Aneel, a agência de regulação comandada pela própria ministra.
Como a história das nações não perdoa a arrogância e a presunção, a ministra deveria se lembrar de uma de suas arengas. Em outubro de 2004, ela comentou o relatório anual da Agência Internacional de Energia e considerou precipitadas as avaliações de um risco de racionamento de energia: "Só haveria apagão se o governo não exercesse seu papel de governo."
Mas, aí chegou a noite de terça-feira, 10 de novembro de 2009, quando as luzes apagaram em 18 Estados do Brasil...
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